VMworld 2019 minhas impressões – Parte 2

VMworld 2019 minhas impressões – Parte 2

Continuando a primeira parte, hoje vou falar um pouco das novidades apresentadas na sessão geral de segunda (26/08/2019), com certeza o ponto mais importante do evento é esta sessão de abertura, como sempre o espaço reservado para as sessões gerais é muito grande e temos uma produção (palco, luzes, sonorização, etc.) similar ao de grande shows. Para você ter uma ideia do tamanho do espaço, o vídeo abaixo realizei meia horas antes da sessão iniciar, ou seja, o espaço ainda estava vazio e as pessoas ainda estavam entrando.

A sessão de abertura, sempre é conduzida pelo CEO da VMware Pat Gelsinger, e com certeza é um cara muito descolado, sempre entra no palco em grande estilo após um jogo de luzes, sonorização e animações que são exibidas no telão. Pat, iniciou sua apresentação destacando que é o seu oitavo VMworld (o sétimo como CEO da VMware), além disso apresentou alguns números do VMworld, como o número de linguagens nativas dos participantes (116) a quantidade de países e companhias representadas (mais de 4.000 empresas). Na sequência as boas vindas a Pivotal e Carbon Black, que com a aquisição irão fazer parte da “família” VMware.

As boas vindas a Pivotal. Pat Gelsinger e Joe Beda

Pat também destacou a visão da VMware, que continua a mesma desde o VMworld 2018: “Any cloud, any App and Any Device” e junto com isso a segurança intrínseca (a segurança é o motivo da aquisição da Carbon Black). É importante destacar que embora a VMware tenha surgido com base na virtualização x86, já tem muito tempo que ela não é uma empresa só de virtualização, embora grande parte da comunidade de TI ainda confunda a VMware com os seus icônicos produtos de virtualização: Workstation, vSphere e vCenter, é importante destacar que a VMware possui dezenas de produtos, e com as recentes aquisições está se tornando muito mais uma empresa de soluções de ponta a ponta, não só fornecendo a base da infraestrutura, mas também plataformas para o desenvolvimento de aplicações modernas. Retornando a apresentação do Pat, ele mencionou como a nossa vida está mais digital, desde o momento que acordamos já interagimos como aplicações (falando em “apps” ele apresentou um infográfico comparando a quantidade de aplicações em 2009 com 2019 onde tivemos um salto de 52 milhões para 335 milhões de aplicações no mundo). E as novas tecnologias estão redefinindo o que é possível (inteligência artificial, 5G e “edge computing”), que a tecnologia amplifica o comportamento humano, seja ele bom ou ruim, várias questões levantadas, como a inovação está nos ajudando ou prejudicando, caos ou oportunidade.

Após este início com a visão da VMware e a transformação digital em curso, temos as novidades, sendo a primeira delas o Kubernetes o elo de ligação entre operação e desenvolvimento. Pat convidou o “Rock Star” Joe Beda (um dos pioneiros do Kubernetes e que veio para VMware através da aquisição da Heptio) para comentar a flexibilidade do Kubernetes para os desenvolvedores abstraindo as camadas inferiores, em conjunto anunciaram o VMware Tanzu, um portfólio de serviços e produtos para transformar a forma como as empresas desenvolvem, executam e gerenciam aplicações modernas. Com o Tanzu ficou claro a importância das aquisições recentes e como elas se encaixam no ecossistema VMware, agora as empresas poderão construir aplicações modernas (Bitnami e Pivotal), executá-las no vSphere (especificamente no “Project Pacific” que vou falar no próximo post) e gerenciá-las no Tanzu Mission Control. Abaixo algumas fotos interessantes:

VMware Tanzu, o portfólio para criar, executar e gerenciar aplicações modernas.
A construção de aplicações com Bitnami e Pivotal.
Pivotal + Kubernetes.
Executar aplicações modernas diretamente no vSphere (Kubernetes).
Project Pacific ou vSphere 7 ???
Kubernetes diretamente no vSphere.
Tanzu Mission Control.

Além dos anúncios do Tanzu e do “Project Pacific” que na minha opinião foram as maiores novidades, tivemos mais anúncios interessantes como: A expansão da parceria e integração com Microsoft Azure, os benefícios da aquisição da BitFusion (virtualização de GPU’s e FPGA’s), o fortalecimento da parceria com a AWS (disponibilidade do VMware Cloud on AWS em todas as regiões), o gerenciamento “multi cloud” com CloudHealth (imagens abaixo) VMware Cloud on Dell EMC (fortalecendo o appliance VXrail).

Os desafios de gerenciar múltiplas nuvens.
A solução CloudHealth, em alguns casos pode reduzir o custo com a nuvem em mais de 20%.
Olha o VRail como componente do VMware Cloud on Dell EMC

Como esta postagem já está grande e cobrimos a parte importante da sessão de abertura, vou parar por aqui e continuamos no próximo post…

Se desejar ler a primeira parte, clique aqui.

Consultor veterano na área de Tecnologia da Informação, com passagem em grandes empresas, graduado em Ciência da Computação com especialização em microeletrônica e gestão de projetos, detentor de diversas certificações de mercado (Microsoft, Cisco, Brocade, Vmware, etc.).

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