Análise de Performance Vmware – Parte 1

Análise de Performance Vmware – Parte 1

Atendendo ao pedido de algumas pessoas mais próximas, estou iniciando hoje uma série de postagens sobre análise de performance em ambientes Vmware. Como o assunto é muito grande, optei por dividi-lo em algumas partes.

Inicialmente a melhor forma de diagnosticar problemas de performance é monitorar seu ambiente, se você monitora seu ambiente a detecção de problemas ocorre de forma mais fácil e precisa, pois você tem um “baseline” da operação normal e anomalias podem ser facilmente detectadas.

Independentemente de o ambiente ser monitorado ou não, uma das minhas ferramentas prediletas para análises de performance é a ferramenta nativa ESXTOP, basta conectar a um host via SSH e digitar esxtop no “prompt” que será possível analisar CPU, memória, disco, rede, etc.

Nesta primeira postagem, vamos aprender a utilização básica do esxtop, para isso vamos conectar via SSH em host vmware e na sequencia digitar o comando esxtop como na figura 1.

Figura 1: Iniciando a ferramenta esxtop.

Inicialmente temos a visão de utilização da CPU (como pode ser observado na figura 2), podemos navegar para outras visões pressionando as teclas:

m para memória;

c para CPU;

n para rede (Network);

d para adaptadores de discos;

i para interrupções;

u para discos;

v para discos de máquinas virtuais;

p para “Power States”;

x para VSAN.
Figura 2: Visão CPU.

Devemos atentar para as teclas minúsculas, se pressionarmos a tecla “V” em maiúscula, filtramos a exibição para apenas máquinas virtuais (figura 3), ao invés de acessar a visão de discos de máquinas virtuais usando a tecla “v” (em minúsculo) como pode ser observado na figura 4, onde temos a visão de discos de máquinas virtuais.

Figura 3: Visão de discos virtuais.

 

Figura 4: Visualizando apenas máquinas virtuais.

Também podemos incluir e remover campos das visões pressionando a tecla “f” (figura 5), bastando pressionar a tecla do campo desejado, os campos com um “asterisco” na frente serão exibidos.

Figura 5: Selecionando campos a serem exibidos.

A qualquer momento posso alternar entre as visões, bastando pressionar a tecla referente a visão desejada, por exemplo, se eu estiver na visão de CPU, posso ir para a visão de memória pressionando a tecla “m” (figura 6) e retornar a visão de CPU novamente pressionando a tecla “c”.

Figura 6: Visão memória.

Como estamos falando de performance, pode ser necessário colher os dados por algum período de tempo para posterior análise. O esxtop pode ser rodado no modo “batch”, e os dados gerados exportados diretamente em um arquivo separado por vírgulas (csv), a exemplo na figura 7 estou executando o esxtop em modo “batch” (-b), com um intervalo de 10 segundos entre cada amostragem (-d 10) sendo repetido sessenta vezes (-n 60) e o resultado será direcionado para o arquivo perf_data.csv.

Figura 7: Executando o esxtop em modo “batch”.

Posteriormente os dados deste arquivo “csv” pode ser analisado no Excel ou em outras ferramentas, como o próprio Monitor de Desempenho do Windows (perfmon.exe), na figura 8 temos o arquivo perf_data.csv, que após importado no Monitor de Desempenho do Windows me permite escolher quais métricas irei analisar.

Figura 8: Importando o arquivo gerado pelo esxtop no Monitor de Desempenho do Windows.

Finalmente na figura 9 tenho o gráfico da métrica “% USED” para a máquina virtual “memhog”.

Figura 9: Exibindo métricas para a máquina virtual denominada “memhog”.

Nesta primeira parte optei por apenas apresentar a navegação básica da ferramenta esxtop, nas próximas postagens desta série, irei explorar as visões de forma individual fornecendo dicas de como interpretar os dados gerados por esta poderosa ferramenta.

 

 

Consultor veterano na área de Tecnologia da Informação, com passagem em grandes empresas, graduado em Ciência da Computação com especialização em microeletrônica e gestão de projetos, detentor de diversas certificações de mercado (Microsoft, Cisco, Brocade, Vmware, etc.).

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